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TRABALHO DE FILOSOFIA
Educação Física
A Educação Física é um fator importante na vida dos indivíduos e, como tal, possui características para sua profissionalização.
Destacam-se
dois aspectos: 1) conhecimento especializado e técnico; 2) competência de
aplicabilidade.
Na
aplicabilidade, traduzida pela atuação do profissional, deve-se somar uma
dimensão política e outra técnica que, mesmo distintas, podem e devem estar
sempre articuladas.
Na
Educação Física há uma dimensão ética integradora dessas duas dimensões.
A
teoria, na Educação Física, tem papel fundamental valorizando as investigações
que buscam esclarecer e explicar a realidade, objetivando a elaboração dos
conceitos correspondentes e dando suporte à prática.
A
filosofia da Educação Física discute valores, procura desempenho profissional
competente, prestação do melhor serviço a um número maior de pessoas,
destacando os dois aspectos: a dimensão técnica e a dimensão política.
I – O CÓDIGO DE ÉTICA:
Desenvolvido através do estudo da historicidade da sua existência e da experiência de um grupo de profissionais brasileiros da área. Foram estabelecidos 12 itens norteadores da aplicação do código Deontológico que fixa a forma pela qual se devem conduzir os profissionais de Educação Física inscritos no CONFEF.
O
profissional de Educação Física tem suas atividades reconhecidas pelo CONFEF/CREF.
Além das designações de Professor de Educação Física, Técnico Desportivo,
Treinador Esportivo, Preparador Físico, Personal Trainner, o profissional de
Educação Física pode, de acordo com as características de suas atividades,
ser, ainda, denominado: Técnico de Esportes; Treinador de Esportes; Físico-Corporal;
Professor de Educação Corporal; Orientador de Exercícios Corporais; Monitor
de Atividades Corporais; motricista; Cinesiólogo, tornando possível ao CONFEF/CREF
estabelecer princípios norteadores do exercício profissional da Educação Física.
Sendo
a Educação Física comprometida com o desenvolvimento corporal, intelectual e
cultural e ligada com a saúde global do Ser Humano e da Comunidade, deve ser
exercida sem discriminação e preconceitos.
COMENTÁRIO 1
Nesse
campo devemos louvar a iniciativa de prefeituras, clubes de futebol e alguns
professores de Educação Física abnegados que, através da criação de
escolinhas de esportes, dão acesso às crianças carentes ao esporte em todos
os âmbitos, afastando-as da ociosidade, geradora dos maus costumes e ligando a
permanência dessas crianças no esporte, ao bom desempenho nos estudos normais,
freqüência às aulas, etc. É mais um bom serviço prestado à Comunidade
pelos profissionais da Educação Física.
Mediante essas ações, o profissional de Educação Física respeita a vida, a dignidade, a integridade e os direitos da pessoa humana, prestando o melhor serviço(que é o seu dever) a um número, cada vez maior, de pessoas.
COMENTÁRIO
2
A
Educação implica o intelectual, moral e físico e também o desenvolvimento do
espírito e dos costumes. Assim sendo, a Educação Física não deve se limitar
somente ao físico deve investir, também, no intelectual.
III
– PARA A PRÁTICA É NECESSÁRIO CONHECER A TEORIA
No início do século XX, a introdução dos esportes modernos no Brasil viria compor a Educação Física, exemplo: o futebol, que necessita de um preparador físico com amplo conhecimento da anatomia humana.
Em 1920 ocorreu a escolarização da Educação Física o que significou a prática obrigatória nas escolas brasileiras, tendo mais ênfase nos anos 30 servindo na construção da nacionalidade brasileira.
A legislação brasileira criou um projeto pedagógico isolando a Educação Física das outras disciplinas.
Depois dos anos 60, houve um desenvolvimento histórico na área, com o movimento ETP e a consolidação da Educação Física no 3º grau (universitários) e pós-graduação.
O problema da Educação Física no 3º grau é a repetição do trabalho que se faz no 2º grau. Não se envolve profundamente na reflexão e conhecimento, havendo um desequilíbrio qualitativo do ensino/pesquisa.
Um dos problemas se encontra na teoria, pois são necessários estudos mais aprofundados.
COMENTÁRIO
3
Para
os profissionais de Educação Física, estabeleceu-se o “Código de Ética
dos Profissionais” com seus deveres e obrigações. Mas esses profissionais têm
as “ferramentas” necessárias para aprofundarem seus conhecimentos? Não.
Por causa da insuficiência de recursos para desenvolver a Educação, há falta
de orientadores efetivos, recursos materiais, ausência de pesquisa na área,
inexistência de política de estímulo, o que torna a Educação Física uma
disciplina estagnada.
CONCLUSÃO
A Deontologia é um termo pouco utilizado no Brasil, mas é de uso regular em outros países de língua portuguesa e é o Tratado dos Deveres Profissionais, englobando várias profissões, entre elas a Educação Física.
Fala-se em “deveres profissionais” mas não se fala em investimentos para que esses deveres sejam cumpridos de acordo com a ética.
Por isso é muito importante a luta e a preocupação dos profissionais de Educação Física, com o século XXI, pois os governantes não estão preocupados com o desenvolvimento esportivo das crianças, que serão os atletas de amanhã.
Pouca importância é dada a esta área. O investimento em Educação é mínimo, o que torna o Brasil um país de história esportiva insignificante. Surgem, esporadicamente, alguns nomes que se destacam nos esportes, mas todo o treinamento ocorre por conta do esportista(se ele tiver dinheiro) ou, por sorte, patrocínio de alguma empresa.
Já o profissional de Educação Física, necessita de aperfeiçoamento constante, investir no seu conhecimento, mergulhar na filosofia para mudar a situação, pois ele é a chave que abre as portas do mundo dos esportes, da saúde e do equilíbrio. Infelizmente para esse profissional, o governo não investe nele para que não pare no tempo, que acompanhe a evolução do mundo, que busque novos métodos de ensino e de linguagem com vistas à evolução e engrandecimento da Educação Física.