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NÃO TE SINTAS OFENDIDO

 

 

(Maria Hilda de J. Alão)

 

 

Não te sintas magoado, ofendido,

Ó amor, meu querido namorado,

Se nada sabes do passado,

Que em mim tenho guardado.

 

Não deixes que o desconhecido

Faça-te um desequilibrado,

Porque amor que foi abandonado,

Não revive... Deve ser esquecido.

 

Não sintas ciúme de coisa pouca...

Quando silente, não penso o que pensas,

Que o passado é a causa das desavenças,

Porque te amo como louca.

 

Sempre perdôo as tuas ofensas,

Geradas pelo ciúme que desatina.

Não vês que nos teus braços sou menina

Carente de beijos e de carícias intensas?

 

11/03/03

 

 

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